Simulados do Enem: como identificar pontos fracos e melhorar os estudos

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Professora orienta refazer provas anteriores, analisar erros e treinar o preenchimento do gabarito para se preparar para o exame.

Fazer simulados do Enem é uma forma de identificar quais conteúdos precisam de revisão, entender os motivos dos erros e treinar a administração do tempo antes da prova. A professora de Sociologia Evelyn Tamara recomenda refazer as três edições mais recentes do exame e reproduzir, durante os estudos, as condições do dia da aplicação.

Segundo a professora, o Enem não avalia apenas o conhecimento dos estudantes. A prova também exige concentração durante várias horas, interpretação de questões e resistência física e mental. Por isso, treinar com simulados pode ajudar o candidato a reconhecer suas dificuldades antes do exame.

“Uma das coisas que acontece com a prova do Enem é que ela não é uma prova só que vai avaliar conteúdo, aprendizagem, interpretação, mas vai também requerer de você um grande esforço físico. Afinal de contas, são muitas horas sentado numa mesma posição. Então, é também uma prova de resistência física e mental”, explica Evelyn Tamara.

Como usar simulados do Enem para identificar pontos fracos?

Uma das recomendações da professora é refazer as provas dos três anos anteriores. Durante esse processo, o estudante pode observar quais assuntos aparecem com frequência e verificar se tem dificuldade para responder às questões relacionadas a esses conteúdos.

“Faça pelo menos o simulado dos três últimos Enems. Refaça a prova dos três últimos Enems. Você vai perceber que o Enem traz temas recorrentes”, orienta.

Além de identificar os assuntos que precisam de revisão, é importante observar em quais situações os erros acontecem. A dificuldade pode estar relacionada à falta de conhecimento sobre o conteúdo, à interpretação do enunciado, à falta de tempo ou à distração.

Para facilitar essa análise, Evelyn recomenda criar um caderno de erros, registrando as questões respondidas incorretamente e os motivos de cada resposta.

“Às vezes, uma questão que a gente erra, quando a gente vai analisá-la, a gente consegue absorver muito melhor aquele conteúdo. Então, observe quais foram as questões que vocês erraram”, afirma a professora.

A partir desse levantamento, o estudante consegue direcionar a revisão para as dificuldades identificadas, em vez de apenas repetir os exercícios sem analisar o resultado.

Como treinar o tempo de prova do Enem?

Outra orientação é reproduzir as condições do dia da prova durante os simulados. A professora sugere reservar um período entre 13h e 18h para responder às questões e acompanhar quanto tempo é necessário para ler os enunciados e resolver os exercícios.

Também é importante observar as necessidades de ir ao banheiro e a capacidade de manter a concentração durante o período de estudo.

A proposta é entender como o próprio organismo reage ao tempo prolongado de prova e identificar possíveis dificuldades de organização. Com esse treino, o estudante pode perceber se precisa ajustar a distribuição do tempo entre as questões.

Por que treinar o preenchimento do gabarito?

O simulado não deve terminar quando o estudante resolve todas as questões. Segundo Evelyn Tamara, também é necessário praticar o preenchimento do gabarito, já que as respostas precisam ser transferidas para a folha destinada à correção.

A professora recomenda imprimir um modelo de gabarito mesmo quando o simulado é feito pelo celular, tablet ou computador.

“Lembrando que você vai precisar passar todas as questões para o gabarito. Você não vai só resolver as questões, você vai precisar passá-las para o gabarito”, destaca.

Esse treinamento permite que o candidato se familiarize com o procedimento e inclua o tempo necessário para preencher as respostas no planejamento da prova.

Como a TRI influencia a estratégia para responder às questões?

Outro ponto destacado pela professora é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), utilizada na correção do Enem. Ela orienta os estudantes a não permanecerem tempo demais tentando resolver uma única questão difícil.

Segundo Evelyn, o exame considera que as questões podem ter pesos diferentes na composição da nota. Por isso, gastar muitos minutos em um exercício pode comprometer o tempo disponível para responder a outras perguntas.

A recomendação é observar o tempo gasto em cada questão e evitar que uma dificuldade impeça o candidato de avançar na prova.

A professora também sugere fazer simulados com questões inéditas, além de refazer exames anteriores, para ampliar as oportunidades de treino.

Quer mais dicas para se preparar para o Enem? Acesse o Lá Vem o Enem e confira outras reportagens, orientações de especialistas e conteúdos para ajudar você nos estudos.

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