Psicopedagoga orienta estudantes a controlar a autocobrança, estabelecer metas realistas e equilibrar os estudos com o descanso.

A proximidade do Enem pode aumentar a ansiedade e a pressão sobre os estudantes. A expectativa de conquistar uma vaga na universidade, corresponder às expectativas da família e alcançar uma boa nota são fatores que tornam a preparação mais desafiadora.
Em entrevista ao Lá Vem o Enem, Diane Figueirêdo, psicopedagoga clínica e pedagoga, explicou como lidar com essas cobranças sem comprometer a aprendizagem e a saúde emocional.
Segundo a especialista, a preocupação é natural diante de uma prova importante, mas é preciso ficar atento quando ela começa a prejudicar a rotina.
“O problema começa quando essa preocupação passa a atrapalhar a própria preparação”, explica Diane. Dificuldades para dormir, irritabilidade, falta de concentração e cansaço excessivo podem indicar sobrecarga emocional.
Como lidar com a autocobrança?
O medo de decepcionar a família e a comparação com colegas que parecem mais preparados podem aumentar a insegurança dos candidatos. Para Diane, o diálogo com a família e o respeito ao ritmo individual são fundamentais.
“Cada estudante tem seu ritmo, suas dificuldades e sua forma de aprender. Comparações excessivas podem aumentar a insegurança”, alerta.
A psicopedagoga também recomenda estabelecer metas realistas e dividir os conteúdos em pequenas etapas, em vez de tentar estudar tudo de uma vez.
Outro ponto importante é aprender com os erros. “O erro não deve ser motivo de vergonha, mas uma informação que ajuda a direcionar os estudos”, afirma.
O que fazer na reta final?
Com a aproximação da prova, alguns candidatos tentam compensar o tempo com longas jornadas de revisão. A orientação é priorizar os assuntos mais importantes, resolver questões e retomar os conteúdos em que ainda existem dúvidas.
O descanso também deve fazer parte da preparação, já que o sono contribui para a consolidação da memória.
“Não adianta passar a madrugada estudando e chegar à prova sem condições de manter a concentração”, ressalta Diane.
A especialista reforça que a saúde emocional precisa ser prioridade durante a preparação. Quando a pressão prejudica o sono, a aprendizagem ou o bem-estar, é importante conversar com a família e buscar apoio profissional, se necessário.
