Entenda como o crescimento das cidades, o planejamento urbano e o uso da tecnologia podem aparecer nas questões de Geografia do Enem.
Se você está estudando cidades inteligentes no Enem, vale ficar de olho na relação entre urbanização, tecnologia e planejamento. O assunto foi tema de uma reportagem exibida no Bom Dia Paraíba, que mostrou como o crescimento das cidades pode trazer desafios para a mobilidade, a infraestrutura e a ocupação do espaço urbano.
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Quanto maior uma cidade fica, maiores também podem ser os desafios relacionados ao trânsito, à mobilidade, à infraestrutura e à ocupação do espaço.
É nesse contexto que aparece o conceito de cidades inteligentes: o uso de tecnologia, dados e planejamento para compreender problemas urbanos e buscar soluções para a gestão das cidades.
Em João Pessoa, por exemplo, o crescimento urbano e populacional trouxe desafios para a infraestrutura. Segundo a arquiteta e urbanista Joyce Chaves, entre os problemas estão mobilidade, ruídos urbanos e irregularidades fundiárias.
“João Pessoa passou por um crescimento urbano populacional, ou seja, muitas pessoas têm vindo morar, o que acarretou em problemas de infraestrutura. A gente enfrenta alguns problemas: mobilidade, ruídos urbanos, irregularidades fundiárias, que são pessoas que vêm morar na capital, mas não encontram local e precisam fazer ocupações)”, disse.
Afinal, o que são cidades inteligentes?
Mas, afinal, o que são cidades inteligentes no Enem? O conceito está relacionado ao uso de tecnologia, dados e planejamento para compreender problemas urbanos e buscar soluções para a gestão das cidades.
Só que tem um detalhe importante: cidade inteligente não significa apenas uma cidade cheia de tecnologia.
“A tecnologia está no nosso dia a dia, mas uma cidade inteligente não é necessariamente uma cidade tecnológica. Ela é uma cidade integrativa. Envolve uma mobilidade de qualidade, gestão urbana com transparência, é importante ter sistema de monitoramento e segurança, mas o mais importante é ter pessoas nas ruas vivendo a cidade”, explicou Joyce.
Ou seja: para entender cidades inteligentes no Enem, é importante relacionar tecnologia com a organização e o funcionamento do espaço urbano.
Um exemplo prático que você consegue notar no dia a dia: em João Pessoa, câmeras são utilizadas no Centro Operacional de Trânsito e Transportes para acompanhar o fluxo em tempo real. Esses dados podem auxiliar o poder público na tomada de decisões.
A lógica é justamente conectar os assuntos: o crescimento das cidades traz desafios, o planejamento busca organizar esse crescimento e a tecnologia pode ajudar na gestão urbana.
Como cidades inteligentes podem cair no Enem?
Segundo o professor de Geografia Thiago Lacerda, o tema pode aparecer na prova por ser uma terminologia recente.
“Na prova do Enem, esse tema pode aparecer porque é uma terminologia recente. Cidade inteligente é aquela que possui toda uma estratégia tecnológica, em que os serviços pertencentes à sociedade devem estar integrados”.
Por isso, ao estudar cidades inteligentes no Enem, não basta decorar o conceito. O estudante precisa entender como ele se relaciona com urbanização e com os serviços oferecidos à população.z
Então já sabe: quando aparecer uma questão sobre cidade, tecnologia, mobilidade ou planejamento urbano, tente entender como esses elementos estão relacionados. Esse tipo de conexão ajuda a interpretar o que o enunciado está pedindo.
