Estatística no Enem: veja como pesquisas eleitorais podem cair na prova

Estatística no Enem pode aparecer em pesquisas eleitorais. Veja como interpretar gráficos, porcentagens, amostras e margem de erro.
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Videoaula do Lá Vem o Enem usa pesquisas de intenção de voto para explicar conceitos que podem aparecer no exame.

Se você está estudando para o Enem e acha que estatística é só decorar porcentagem e fazer conta, calma aí! O assunto pode aparecer de um jeito bem mais próximo do cotidiano, inclusive em situações envolvendo pesquisas eleitorais.

Na nova videoaula do Lá Vem o Enem, o professor de Matemática Gabriel mostra como interpretar gráficos, entender pesquisas de intenção de voto e analisar a margem de erro. E tem um detalhe importante: nem sempre o gráfico conta a história completa.

“Esse é um ano em que nós temos eleições acontecendo, e Estatística é um assunto central quando se fala em eleições”, lembrou o professor.

A partir dessa relação, ele mostra como os números podem ser apresentados de maneiras diferentes e como isso pode interferir na interpretação de quem está olhando os dados.

Cuidado com o gráfico

Imagine uma pesquisa em que o candidato A aparece com 40% das intenções de voto e o candidato B com 30%. A diferença entre eles é de 10 pontos percentuais.

Até aqui, tudo certo. Mas é aí que entra a atenção que o Enem pode cobrar: como os dados foram apresentados?

Segundo Gabriel, um gráfico pode criar uma percepção diferente dos números quando o eixo não começa no zero. No exemplo apresentado na aula, a escala começa em 26. Visualmente, isso faz o candidato B parecer muito mais distante do candidato A do que realmente está.

“Este tipo de gráfico é feito para confundir boa parte do eleitorado brasileiro que não tem uma leitura muito boa de gráficos e de tabelas. Você não pode começar um gráfico de barras sem ser do número 0″, explica.

Ou seja: bateu o olho no gráfico? Não vai na primeira impressão, hein! Confira os números e observe a escala do eixo antes de chegar a uma conclusão.

Margem de erro

Outro ponto importante é a margem de erro. E aqui, atenção, porque uma porcentagem apresentada em uma pesquisa não significa necessariamente que aquele será o resultado final.

Na questão mostrada pelo professor, três candidatos aparecem com os seguintes números: X tem 36%, Y tem 33% e Z tem 31%. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Assim, X pode variar de 33% a 39%. Y pode ficar entre 30% e 36%. Já Z pode variar de 28% a 34%.

E aí vem a pegadinha: olhando apenas para os números iniciais, X está na frente e Z está em terceiro. Mas, quando a margem de erro entra na conta, o cenário muda.

Se X e Y ficarem nos valores mínimos e Z chegar ao máximo, Z pode alcançar 34%, enquanto X fica com 33%.

Por isso, se aparecer uma questão sobre pesquisa eleitoral, não se joga no cálculo de qualquer jeito! Primeiro, veja os percentuais, depois confira a margem de erro e só então compare os possíveis resultados.

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